

A Cultura gera impacto em toda a economia. Através do trabalho compartilhado de artistas, intelectuais, pensadores e equipes autônomas, a Economia da Cultura já representa um novo e importante segmento.
No entanto, para o Planejamento da Gestão Cultural dos programas e dos projetos é fundamental que, antes de tudo, seja formada uma equipe profissional interdisciplinar que conceberá a inteligência da gestão. A determinação do escopo, a arquitetura e engenharia do projeto, as estratégias de captação de recursos, os planos de comunicação e de patrocínios, a implantação, a produção executiva e a sistemática de administração do projeto precisam ser concebidos antes da formatação e elaboração do mesmo. Nesse sentido, articular o projeto através de reuniões presenciais, do contato com os "atores principais" como os artistas, agência de comunicação, assessoria de imprensa e fornecedores da cadeia produtiva são passos primordiais para o alinhamento do sistema.
Um projeto que tenha foco em patrimônio histórico cultural, por exemplo, muitas vezes tem mais de 200 itens na planilha orçamentária e todos os projetos complementares terão que ser feitos e orçados antes do encaminhamento do projeto para linhas de financiamento. Já em um projeto de circulação de uma orquestra, muitas vezes os valores dos cachês dos artistas representam apenas 30% do valor total dos custos do projeto; o restante são os custos da logística, do plano de comunicação, da produção e administração.
Uma mostra ou festival de teatro, além de fomentar a cadeia produtiva das artes cênicas, gera renda também para hotéis, restaurantes, empresas de transportes, gráficas e outras empresas que prestam serviços ao projeto. Além disso, agrega valor à imagem das cidades que promovem.
A Construção de um Equipamento Cultural gera impacto positivo na comunidade e região, gera bem social, auto-estima, fomenta experiências, intercâmbios, inquietações, novas ideias e novas percepções, e também gera visitação de turistas que consomem na cidade, na loja do equipamento, no café. São beneficiados também os restaurantes, os estacionamentos, os postos de gasolina e outros prestadores de serviços.
Por isso, é fundamental que as cidades desenvolvam projetos e programas culturais, recebam eventos de qualificação focados também na cadeia produtiva da economia da cultura. Também em outras áreas como esporte, saúde, exposições agropecuárias, podem ser incluídas em suas programações atividades culturais paralelas. A cultura agrega, a cultura converge com as outras áreas, gera bem social e capital humano.
Atualmente os sistemas de financiamento à cultura estão sendo cada vez mais aprimorados, valorizando a ética e responsabilidade social das empresas e dos produtores culturais. As figuras do produtor, do empreendedor cultural, do gestor devem se somar trabalhando juntos para o bem comum. É preciso também investir em educação profissionalizante para esta área e qualificar os profissionais.
É fundamental ainda a soma dos financiamentos à cultura: patrocínio privado com a participação direta das empresas, leis de incentivos municipais, estaduais e federais, fundos de apoio e prêmios. Cabe ao empreendedor cultural, o papel de gerir e planejar, atuando como parceiro dos artistas e dos gestores públicos.
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